Halloween?! Sobre o mal que existe em nós!

01.11.2017

        E ontem foi dia de Halloween! Sim, fomos numa festinha super legal em um clube, os meninos se divertiram até com as brincadeiras de pic-pega, morto-vivo, teve show de mágica e rolou alguns doces fora do esquema, já que, via de regra, só liberamos alguma guloseima no fim de semana.

       Aí hoje abri um texto na net que dizia “4 motivos porque nossos filhos não vão ao halloween”... Fiquei curiosa, e fui ler! Sim, porque me questiono, sempre, acerca das nossas decisões que envolvem datas comemorativas! 

       Por aqui, não temos religião definida, mas estudamos/acreditamos em algumas coisas, e o bom senso e alguns princípios predominam na hora de definirmos o que nos cabe ou não! E, lembrando sempre, que o que nos cabe não precisa ser o que é melhor para qualquer outra pessoa ou família no planeta, ok?! 

       Já falamos aqui no site um pouco do nosso enfoque na Páscoa e no Natal, mas para falar a verdade nunca tinha pensado de forma mais sistematizada sobre essa história de halloween.

       Logo, abri o texto até com certa disposição para  refletir sobre a participação/comemoração da data aqui em nossa casa! Achei que poderia contribuir para a minha reflexão sobre o assunto... e ajudou mesmo!

        Confesso, nunca vi esse lance de bruxaria como algo negativo! Pelo contrário! Rsss... Pra mim, não passa de uma forma de interagir com a natureza e o oculto, e pode ser feito de forma positiva ou negativa, como tudo nessa vida! Um chazinho não deixa de ser uma bruxaria boa, do mesmo jeito que uma reza bem intencionada! Do mesmo jeito que olho gordo mata as plantinhas, ainda que a vizinha não use chapéu nem tenha uma verruga no nariz!

       Para mim Deus é vida, e é morte também! Uma das questões que quero muito ensinar para meus filhos é a lidar de forma menos traumática com isso! Quero muito que eles cresçam vendo a morte como natural, como processo da própria vida! E como forma de valorizarmos essa existência aqui, que, quer queiram e pensem nisso ou não, tem data pra acabar!

       A concepção de Deus que tenho não é de um Deus que abomina nada! A ideia que tenho é de um Deus de amor, tanto amor que deixa seus filhos para crescerem livres no tempo e da forma como escolherem! E é um Deus que não vai mesmo ficar superanimado com nada, porque “Ele” não é uma pessoa, e se fosse teria coisa mais importante pra fazer do que julgar com que roupas crianças estão vestidas para brincar.

       Alguém imagina que uma criança ao se fantasiar e pedir doce está desejando mal a alguém? Sim, talvez alguém imagine! Eu posso imaginar, inclusive, que meus filhos as vezes queiram que eu desapareça quando eu os mando juntar os brinquedos ou tomar banho. Eu mesma já desejei que minha mãe sumisse algumas vezes! Sim, temos sentimentos negativos em relação a muitas coisas, mas só acho que conseguimos transformá-los quando entramos em contato com eles. E leia-se: entrar em contato significa perceber, e não exatamente praticar! É outra coisa que quero muito aprender e ensinar todos os dias para meus filhos: sim, somos bonzinhos, mas nem sempre, porque não somos perfeitos! E varrer as imperfeições para debaixo do tapete não as faz desaparecer! Quero muito autorizá-los cada vez mais a ser quem são, para que possam ser cada dia melhores! Ai, como seria bom lembrarmos sempre que temos trevas em nós! Eu não sou santa, você é?! Pra começar acho que ajudaria muito a julgarmos menos as atitudes dos outros.

       Morte e vida, luz e trevas, pra mim tudo coexiste! E se for pensar assim, tenho mais motivos para comemorar o halloween do que para não comemorá-lo.

       Na real, o que me sobra de incomodo é mais importar a data meio fora de tempo e contexto, já que a origem do halloween é o festival celta de Samhain, ou seja, a festa do fim do verão! Mas seja pela veneração aos ciclos naturais dos celtas, seja pelo reconhecimento a nossa ancestralidade no que se refere ao contato com o que é espiritual, referência na qual a data também se apoia, continuo a ver mais contribuição do que problema para festar!

      Permanecemos respeitando quem decide não comemorar... E espero que ninguém me queime na fogueira por pensar o contrário! Rsss...

 

 

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