Porque os bebês choram?

01.06.2017

 

Quanto tempo você demoraria para se adaptar se tivesse que trocar de casa?

Como ficaria sua respiração se tivesse que se mudar para uma região onde o ar é mais rarefeito?

E se mudasse para um lugar onde faz muito mais frio? Ou muito mais calor? E tivesse que usar roupas e sapatos com os quais não está acostumado?

Um lugar em que o sol brilha muito mais forte?

Se nesse novo lugar tivesse muito mais barulho?

Se tivesse que dormir numa nova posição? Num novo lugar?

Como se sentiria se, do dia para a noite, tivesse que mudar completamente sua dieta?

Se além de mudar sua dieta, você tivesse que comer de outra forma... sei lá, sentado no chão com o prato no colo, usando palitinhos em vez de talheres?

Se tivesse, de um dia para outro, que conviver com muito mais pessoas do que já está acostumado?

 

 

Quanto tempo demoraria para se acostumar com cada uma dessas coisas? Ou com todas elas de uma vez?

O que você esperaria das pessoas que estão ao seu redor em cada um desses casos? Ou em todos eles?

Empatia? Aconchego? Paciência?

 

Não sei, mas penso que a vida de um bebê recém-nascido não deva ser nada fácil!

Se tem dias que eu, crescida, consciente, independente, só tenho vontade de chorar... Fico imaginando um bebê!...

Nesse mundo imediatista, em que queremos a solução pra tudo logo, em que estamos acostumados a ler manuais para resolver as coisas... que relação estamos construindo com nossos bebês?

Talvez não seja preciso dar complemento alimentar, remédio, procurar um médico, dar a chupeta... Talvez...

Talvez seja preciso mais aconchego, mais peito, mais paciência... Talvez...

Mais paciência...?!  Sim, sem dúvida, paciência! Com aquele ser que acaba de chegar de “outro mundo” ... e com nós mesmos, novos pais desse novo ser...

Talvez seja preciso apenas mais tempo e o movimento de uma nova relação que se constrói, naturalmente, sem intervenções... para daí sim, percebermos o que realmente é preciso...

 

Reflexões de uma mãe de um bebê que esses dias tinha quinze dias, e estava cansada e com muito sono, perseverando na decisão de observar e viver a intensidade dessa relação com quem acabou de chegar!

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