Pra que ter um filho se você pode dar palpite na vida materna alheia?

         Ai gente, ok, beleza, todo dia alguma mãe posta alguma coisa desse tipo nas redes sociais, nada de novo...          Mas...mesmo postando sempre, me parece que as pessoas de bem pouco senso não leem né?! Só pode!

         Hoje, terça de carnaval, depois de 4 dias quase sem sair de casa (leia-se: AP!) por causa da chuva, com três crianças. Minha paciência à míngua, depois de todos esses dias enlouquecendo, junto com o fato de não estar tendo as minhas melhores noites de sono nesse fim de gestação... e vamos que vamos pro clube aproveitar uns raiozinhos de sol que decidiram aparecer bem rapidamente.

         Tudo ótimo, até que marido vai buscar um lanche com a filha mais velha e eu fico no parquinho com os dois mais novos... E peleja daqui, segura a mão pra subir no escorrega dali, e uma mulher puxa assunto... E aí... quem é mãe pode imaginar né?!

         - Nossa, que barrigão! Já está ganhando?

E eu: talvez, qualquer hora!

          - Ah não, mas a barriga tá alta né?!

(Nessa hora fico pensando como é que o povo calcula a altura ideal de uma barriga pra um bebê nascer!)

E eu: É... não sei!

          - É o primeiro?

(Nisso eu cuidando de 2 no parque!)

E eu: não, é o quarto.

           - Ah, então é tudo menino?

(Claro, como alguém poderia querer um quarto filho já tendo “um de cada tipo”?)

E eu: não, tenho uma menina!

           - Mas cadê ela?

(É mesmo inacreditável alguém querer ter quatro filhos!)

E eu: foi com marido comprar lanche!

          - Mas agora você vai parar né?

(Claro, porque se 4 filhos é impensável, 5 deve ser um absurdo!)

E eu, com a paciência indo pro saco: Não sei... quem sabe né?!

          - O que é esse que você está esperando?

E eu: não sei!

          - Mas você vai querer saber né?!

(AHAHAH, juro que ela perguntou isso!)

E eu: claro, quando nascer vou querer sim!

            Tudo isso enquanto equacionava subidas e descidas de escorrega dos meninos!

            E numa dessas, Ulisses gruda em minha perna e me morde (provavelmente querendo a atenção que eu não estava dando porque respondia às sábias perguntas!... Mas não foi uma mordidinha não! Foi uma baita mordida, daquelas quase de arrancar pedaço e de deixar a perna roxa!

           Explico pra ele que não pode morder, que ele sabe que não pode! Mostro o machucado pra ele, e sento ele no banco do parque do meu lado, enquanto ele começa a chorar porque quer ir brincar!

           Explico de novo que ele vai ficar ali um pouco porque não pode morder!

           Então a digníssima, que nunca me viu na vida, que não conhece meu filho, se levanta do outro banco, de onde conduzia o assunto, e vai até a gente.

           Primeiro: diz que ele é pequeno e não entende! (ela entende mais do meu filho que eu!)

           Depois: passa a explicar pra ele que ele não pode morder! (a explicação dela deve, com certeza ter mais efeito que a minha né?!)

           Ainda: me diz que ele está há muito tempo de castigo! (Pra qualquer um que não tem filho pequeno – imagino que esse seja o caso, dois minutos de menino dos outros chorando deve ser mesmo uma eternidade! Rsss...)

           E eu?! Só olho! O resto da paciência já tinha acabado faz tempo! Rezo pro marido aparecer... 

           Pra fechar: ela insiste, em pé na minha frente, que as psicólogas dizem isso, que não pode deixar menino de castigo muito tempo!  

           E eu: Respiro fundo, mas não aguento... Pego o menino no colo e respondo: só que aqui a mãe sou eu, e eu que mando em como vai ser!

           Então finalmente a pessoa sai, dizendo que é melhor ficar quieta mesmo...

           E eu penso: Oh sonho!

           Um casal que estava do lado com uma bebê lindinha se aproxima e comenta: você conhece ela? Eu: Nunca vi! E a mãe da menininha: Nossa, agora, no fim, fui até ali comprar uma água, porque num tava aguentando ela!

           Enfim... Pelo menos existe compreensão e solidariedade materna nesse mundo! E valeu o passeio... e a fotinha com a prole na piscina, no fim da gestação!

 

 

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