O prazer dos encontros na vida...

15.12.2016

       Esse texto era para ter sido escrito há exatamente quatro meses... Pensando bem, esse texto é para ser escrito hoje, AGORA. Há quatro meses eu quis escrevê-lo, mas como muitos outros textos, a vida me ocupou e eu não o escrevi!

       Decidida a não deixar mais as coisas mais importantes para outra hora, estou aqui pra falar de um encontro... Não, não é do encontro fantástico que tive com Naoli Vinaver nesse fim de semana... Ele foi especial, preenche a minha alma de forma intensa, e com certeza contribuiu para que eu esteja nesse momento escrevendo!... Mas AGORA, como já disse, não é desse encontro que vou falar!

       O encontro que venho contar hoje não é com ninguém famoso. É desses encontros, despretensiosos, do dia a dia, com pessoas “normais”, que entram na nossa vida, nos preenchem e passam a fazer parte da nossa história! Desses que pode ser que a gente nem se toque quando acontece... E a pessoa vai criando espaço no nosso coração!

       Conheci Maria Neusa na minha última gestação! Esperava Ulisses (agora já nem lembro se no ventre, ou ainda só no coração), quando participei de um curso que ela ministrou sobre o Sagrado Feminino através dos Arquétipos das Deusas Gregas! Foi um fim de semana intenso! De trabalhar muitas questões internas, de compartilhar vivências (gente, ando descobrindo que é isso que me nutre!). Com certeza foi um daqueles momentos que faz diferença em nossas vidas!

       Depois disso, não tivemos mais muito contato! Até que, pelos caminhos que o Universo traça, de repente, ela veio morar no prédio de frente ao meu, e num convite, aceito de imediato, passou a compor o grupo de autoconhecimento do qual participamos, que funciona aqui em casa.

       E  já passou mais de ano, mas o tempo nos confunde quando as coisas nos tocam, a ponto de parecer que tem décadas! E nesse meio tempo, refizemos o curso das Deusas... Novas questões, novas descobertas internas, nova gestação surgida desse momento de troca, de dança e roda, de fogueira, de mulheres.

        E sei que nisso tudo, dos nossos encontros semanais, nesse compartilhar de alma, encontrei uma amiga. 

       Uma amiga de mais de 60 anos, de alma ativa, de reflexões profundas, de leituras mil... Uma oportunidade de olhar hoje para a maturidade que vem chegando de mansinho e perceber um pouco de seus dilemas, refletir sobre eles, num momento em que em minha vida esse assunto se torna uma questão crítica, pela experiência com meus pais...

       Essa é uma oportunidade que Maria Neusa tem me proporcionado em doses homeopáticas, a cada encontro, a cada semana: a oportunidade para refletir, reavaliar, e... porque não, validar minha postura de filha, de nora, de mãe, de mulher, de ser humano que está nessa vida para viver!

        Ia escrever um texto pra ela há exatamente 4 meses, porque era seu aniversário. Naquele momento, pedi para ela compartilhar comigo alguns de seus poemas... Queria usá-los para lhe fazer uma homenagem... Foi quando tive a oportunidade de descobrir que seus escritos contam um pouco de quem ela é. 

         Mas, talvez, a melhor definição dela não venha por ela mesma, nem por mim... Uma pessoa que não conheço a definiu assim: “Se ela fosse um objeto, seria um clipe” ... Tenho que admitir, se eu acreditasse que ela pudesse ser definida, não existiria definição melhor! Ela tem mesmo o dom de agregar! Mas como definir Maria Neusa, se uma das coisas que admiro nela é essa capacidade de redefinição?  

         Pois é... essa é a parte chata dela também... Esses amigos transformadores, que tem essa capacidade, vem, mas vão... E ela tá indo morar ali, meio longe. No meu apego preferia que ela ficasse... No que aprendi com ela, desafio e entrega tornam o seu ser ainda mais admiráveis pra mim!

        Maria Neusa, quando crescer, em muitos aspectos quero ser como você tá?! Muitos, não todos, porque aqueles que já temos de muito parecidos e dificultosos ainda vamos dar um jeito nessa vida né amiga?! Rsss...  

        Gratidão pela amizade!

        Sempre que quiser e puder juntar nossos papéis em seu clipe, estaremos por aqui!

 

“ Metade de mim é medo. A outra,coragem. Agarrada à beira do precipício,  Ela sentiu: estavam intactas!Abriu,então as asas e voou” (Maria Neusa Guadalupe)

 

 

 

“Permanência - Sou o riso, a comemoração, a alegria. - Sou a lágrima, o peso nos ombros, a tristeza. O amarelo e o cinza se entreolharam. Confiantes deram-se as mãos. E um ser, inteiro nos seus contrastes, permaneceu” (Maria Neusa Guadalupe).

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