Do “Nana neném” a Livre Demanda!

       Ano passado, por aqui, foram vários os posts nos quais nos dedicamos a falar sobre amamentação... Talvez seja então um bom tema para começarmos o ano, né?! Hoje, compartilho a minha história (até hoje) de amamentação dos meus filhotes, nesse processo que nutre o corpo e o coração, nosso e das nossas crias!
    Na minha primeira vez, com a mais velha, depois da cesárea, o leite demorou a descer... Na nossa primeira madrugada em casa, marido, depois de ligar no hospital para pedir orientação, foi comprar complemento no supermercado... Meu desespero de ter que dar outro leite foi tanto que o leite desceu, antes que ele voltasse com a lata de leite que nunca chegamos a dar!
     E aí?! Primeiro filho, como lidar com essa questão da amamentação?! Puxa, que bacana, tinha ganhado um manual, que li e concordei com uma série de princípios, era a informação que tinha, e fiz uso dela! “Nana neném”:   amamente, brinque, faça dormir, e, quando der o intervalo ideal (detalhe: idealmente definido pelo livro, não pelo bebê) amamente de novo! E... se chorar antes? Deixa chorar! E... se quiser dormir mais? Acorda e dá o peito! E... seguimos, tudo direitinho! Até anotava os intervalos entre cada mamada, e o tempo que a cria ficava em cada peito! Não funcionou pra primeira consulta, quando vimos o pouco ganho de peso (e eu me senti a mãe mais incompetente do planeta e chorei horrores!), mas depois “funcionou” demais! Helena sempre engordou muito enquanto era exclusivamente amamentada nessa ditadura! E a lógica disso tudo foi reforçada após um diagnóstico de refluxo: não dê peito toda hora, porque ela vai vomitar mais... Não sei se ia mesmo, enfim, o fato é que mamando de três em três horas ela sempre vomitava MUITO (MESMO!), mas sempre ganhou muito peso (o pediatra custava a acreditar que eu estava em amamentação exclusiva!).
      E olha que beleza, a resposta para a pergunta que todo mundo faz... “dormia a noite toda?” Claro! Lemos no manual que com 2 meses e meio era só deixar chorar por até 45 minutos que o bebê passaria a dormir a noite toda! Sabe que funciona?! E a justificativa é boa... Sabe aquele lance “o fim justifica os meios”?! Pois é: “os pais merecem dormir”, “os filhos precisam aprender a dormir”, “a criança é parte da família, mas não é a única coisa que importa”! Tudo isso está escrito lá, e com essas coisas eu até concordo sabe! Mas a forma de fazer?! Não, não precisava ser daquele jeito! Mas foi né...
      Hoje me envergonho disso tudo! E ainda pensar que emprestei o livro e sugeri para muitas mães fazerem da mesma forma... Gente, desculpa!
       Enfim, sempre tive pouco leite, o suficiente para Helena mamar a cada três horas (claro, afinal, meu corpo entendeu que era assim que era necessário!), e foi só ela começar a comer que o leite diminuiu mais ainda, e ela parou de mamar, antes dos 8 meses... Simplesmente, um “belo dia”, me recusou, pra nunca mais!
     Segundo filho: leitinho descendo lá, logo depois de parir, meninão esganado! Foi pro peito quando nasceu, e não mamou nessa hora porque não quis, mas logo que fomos pro quarto, mandou ver! Apolo era “eficiente” mamava rápido, em menos de 10 minutos se saciava, e largava o peito! Já tinha largado a neura das anotações, mas notava que ele não costumava mamar antes de quase três horas da última mamada! Na primeira semana tive febre, achei que ia morrer, fui parar no hospital! Mesmo sem meu leite transbordar (por aqui meu peito nunca vaza, mesmo quando está cheio de leite... alguém mais?!), descobri que estava com princípio de mastite! Parar de tomar banho fervendo (ninguém tinha me contado que isso não era bom! E nada como um banho quente quando o bicho tá pegando né?!) e dois dias tirando o leite, e nossa amamentação foi linda! Com três meses, sem choro nem tortura, ele parou de acordar a noite para mamar!
 Apolo era obeso! O medo de que ele parasse de mamar cedo como aconteceu com a primeira, fez com que eu começasse a introdução alimentar só com 7 meses e meio! Sim, ele só mamou e não experimentou nada, até essa idade! 
    E aí?! E aí que foi começar a comer, que, de novo, a amamentação foi abandonada! E isso aconteceu bem rápido: antes dos nove meses eu já tinha quase que amarrar ele no peito para mamar... Num fim de semana, parei de obrigar, e ele simplesmente nunca mais procurou...
Depois disso tudo pensei: claro, foi a introdução alimentar que fez ele parar de mamar...
     Hoje, no terceiro filho, descobri um monte de coisa! Que é lindo dar mama na própria cama, com os filhos mais velhos juntos, logo depois de parir! Que a bombinha pode ser uma boa aliada, desde o começo, para evitar mamas cheias demais... e nada de banhos fervendo! Gente, terceiro filho e eu nunca tinha dado mama deitada na cama, acreditam?! Pois é! Agora eu sei como é!
     Ulisses mamou bem, desde o princípio. Mas, diferente dos outros, ele é um bebê INTENSIVAMENTE mamador... Não pegou chupeta (sim, os outros usaram, mas depois falamos disso!), e aí está com fome... peito, está com sono... peito, está incomodado com alguma coisa... peito, banho...peito, eu por perto = peito! Domir a noite toda?! Não, ele não sabe o que é isso... nem eu mais, há 10 meses! E eu, que pensava que não sobreviveria a esse ritmo de amamentar de madrugada (sou do tipo que PRECISA dormir!), quem diria, várias vezes acordo mais de uma vez (às vezes, acho que uma acordada quase emenda com a outra! Rss...), levanto às 6 da matina para ir trabalhar, e mesmo assim, com mais outros dois filhos, estou sobrevivendo!!! Uhhrruuu!!! Tem valido cada minuto a menos de sono, porque tem se tornado cada segundo a mais de mamada!
       Não, não vou dizer que tem sido sempre fácil! E as vezes a sobrevida vem acompanhada de um “certo” mau humor (marido que o diga!), mas gente, estou tão orgulhosa!
       Ulisses já come, claro, embora nem sempre tão bem... Por vezes, é colherada de banana e... peito! Uma colher de papinha e... peito... e outra colher de papinha!  E assim vai! Rsss... E está aí outra coisa que eu descobri: talvez não tenha sido a introdução alimentar que tenha contribuído para os outros pararem de mamar, mas a redução drástica na frequência das mamadas, certo?!
        Pode parecer pouco, mas é o meu recorde: amanhã completamos 10 meses de amamentação exclusivamente materna! Claro, não tem como negar que o processo da livre demanda, com certeza, contribuiu pra isso! Se vale a pena?! Ah, se vale...! 

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