Com QUEM deixar os filhos? Reconhecendo a nossa opção pela ESCOLA!

        Segunda-feira passada uma amiga me emocionou muito! Se disponibilizou para ficar com meu pequeno nessa volta ao trabalho, ao ver meu desalento de já ter que deixá-lo na escolinha!
       Fiquei muito tocada, mesmo! É muito bom saber que o universo nos presenteia com amigos assim, e isso me fez lembrar da disponibilidade que minha mãe sempre teve para cuidar de outras pessoas, incluindo filhos pequenos de vizinhos e amigos.
        Mas e aí?! Como eu disse aqui antes, e expliquei também para essa minha amiga, o problema não é bem deixar NA ESCOLA, o problema é deixar... E aí que a nossa escolha por deixar, sempre foi pela escola, combinado mesmo antes dos nossos filhos nascerem...
       Por quê?
       Por alguns de motivos... Os de ordem prática, deixaremos para depois... Pois o que realmente nos toca, nesse momento, é outra coisa...
      Na escola, ao mesmo tempo em que o ambiente escolar vai sendo conhecido e tem a capacidade de gerar certa segurança para nossos filhos, eles receberão cuidados de várias pessoas, influências múltiplas, que inclusive se modificam a cada ano!
       Nesse sentido, acreditamos que a escola tenha muito menos impacto em termos de definição da personalidade deles do que deixá-los sozinhos com uma babá aleatória, em nossa casa. Essa ideia nunca me agradou! Sim, sou chata a ponto de pensar em que tipo de influencia uma pessoa relativamente desconhecida (por mais de confiança que seja) poderia causar, após um período maior de convivência (sem contar o estrago emocional que já acompanhei com famílias amigas quando esse tempo é longo e depois o contrato de trabalho se desfaz!).
        Não, não acho que somos melhores do que ninguém. Mas acho que sabemos,  melhor do que ninguém, mesmo com todas as nossas limitações, o que é melhor para os nossos filhos... E não vou mentir: excluir a possibilidade de uma referência única, que pode ser contrária a alguns de nossos princípios, me deixa sim, um pouco mais tranquila.
        Nossa, ao escrever isso fico até pensando: vou pagar língua né?! Afinal, nossos filhos estão aí, no mundo... Mas fazemos o que achamos certo... Garantia de resultado??? Ah, e a gente tem isso em relação ao que mesmo nessa vida????
        Poderia haver outras opções, como os avós?!
        Sim, mas mesmo que eu tivesse essa oportunidade (e lamento muito não tê-la!), eles iriam para a escola!
       “Nossa, mas você preferiria deixar seu filho na escolinha com 6 meses do que deixar com a sua mãe?!” SIM!!!!
        Ah, como eu gostaria que os meus filhos pudessem ter tido a oportunidade de maior convivência com os meus pais como teve minha sobrinha mais velha, que foi cuidada também por eles até perto de fazer cinco anos!  Mas... 
        Acreditamos que por mais disponíveis que avós sejam, eles não devem ter a responsabilidade de cuidar, como compromisso diário, dos nossos filhos.
        Mas e se mesmo assim eles quisessem? Na verdade, existe algo que nos incomoda bastante nessa alternativa: a nossa perda de autonomia, como pais, que esse tipo de relação pode causar.  Como assim? Minha sobrinha, por exemplo, recebeu todo o carinho, cuidado e atenção dos meus pais, mas em muitos momentos, como eram eles quem cuidavam dela durante boa parte do dia, eles se achavam tão (ou mais! Rsss...) no direito de decidir algumas coisas, quanto minha irmã e meu cunhado!
        Mas e a amiga do começo dessa história...? Nesse caso, agradeço, chego a ficar tentada, e digo que ela seria hoje a melhor opção disponível, para além da escola, para deixar nosso bebê!  Não tenho dúvidas de que Ulisses seria super bem cuidado! Eles já se conhecem, e rola um caso de amor entre os dois! Além disso, nós a conhecemos com intimidade suficiente para dizer que ela traça um caminho existencial muito próximo do nosso, o que me deixaria tranquila sobre o tipo de influência que ela exerceria sobre ele! E não teríamos o problema da perda de autonomia... Entretanto...  a nossa opção pela escola permanece... Por quê?
       Isso ficou mais claro pra mim depois do curso com o Alexandre Coimbra (que comentamos no último post). Na verdade, o principal motivo que move a nossa decisão pela escola está na necessidade, como pais, de evitarmos ao máximo que outras pessoas se tornem as figuras centrais de apego dos nossos filhos!
        Egoísmo?! Com certeza, tem um pouco disso também. Mas prefiro pensar que, mais do que tudo, tem disponibilidade e bastante disposição nossa para assumirmos esse papel!
      Gratidão pela "vila" e pela rede que reconhecemos ser necessária para a criação dos nossos filhos!  Mas permanece o desejo, como pais, que para a nossa família, eles se façam presentes como APOIO! 

 

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