Amamentação - os palpites continuam!

       Voltamos... Pra falar mais um pouquinho sobre os mitos que envolvem a amamentação!
Interessante quando a gente pesquisa, que acaba descobrindo um pouco de onde vem algumas das bobagens que ouvimos por aí! 
        Muitos mitos tem parte de suas raízes em tradições muito antigas... por exemplo?! - “Menina, faz mal amamentar grávida!” Vocês sabiam que na Inglaterra, entre 1500 e 1700 existiam normas médicas e religiosas que proibiam a relação sexual durante o período de amamentação, por entenderem que isso tornaria o leite humano mais fraco e com risco de envenenamento em caso de nova gravidez?! 
       Bom, não parece ser esse o caso! Cândida que o diga: Bia e Laura compartilham o peito e esbanjam saúde! Nada de leite fraco! 

 

E por falar em leite fraco, outra coisa muito comum é a urgência que muitos são acometidos na introdução de novos alimentos. Ignoram o biotipo familiar, querem bebês rechonchudos, e daí acham que: “É bom introduzir logo outros alimentos, o bebê já fez quatro meses, já pode!”Entretanto, de acordo com pesquisas, não parece haver benefício em iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança, tais como maior número de episódios de diarreia e doença respiratória, além de desenvolvimento de obesidade (GIUGLIANI, 2013). 
            Por aqui, os bebês sempre foram bem mais gordinhos enquanto eram exclusivamente amamentados! Vejam meus piticos em seus primeiros dias de introdução alimentar!

           

 

Helena, com 6 meses, só no leite materno...(Reparem nas coxas!)

 

Apolo, com 7 meses, só no leite materno!(Olhem essas bochechas!)

 

 

 

        Na verdade, até bem pouco tempo responsabilizava a introdução alimentar pelo desmame precoce dos meus dois primeiros filhos. Tanto que, enquanto com a primeira comecei a introduzir outros alimentos com 6 meses, no segundo esperei até depois dos sete para dar qualquer outra coisa que não fosse meu leite! A primeira parou de mamar espontaneamente antes dos 8 meses, e o segundo, antes dos nove! 

         Claro que se eu continuasse a amamentar ouviria: “Credo, esse menino desse tamanho, pendurado no peito! 6 meses de amamentação está passando de bom!” Mas... Não sei se vocês sabem, mas no segundo ano de vida, o leite materno continua sendo uma importante fonte de nutrientes: 500 mL de leite materno fornece em torno de um terço das necessidades de energia e de proteína de alto valor biológico, 45% das necessidades de vitamina A e 95% das de vitamina C. Além disso, o leite materno no segundo ano de vida ou mais continua conferindo proteção contra doenças infecciosas, como comprovou análise baseada em seis conjuntos de dados provenientes de três continentes: as crianças não amamentadas no segundo ano de vida tiveram chance quase duas vezes maior de morrer por doença infecciosa comparadas às amamentadas (GIUGLIANI, 2013).

 

 

 

 

 

 

 

 


         

 

 

 

 

 

 

 

 

Ana e Serena / Jana e Emanuel / Renata e Elisa / Lud e Heitor / Elenyr e Lucas / Silvia e Lisbella

 

 

 

 

 

                     Confesso, um dia já tive um pouco de preconceito quando via “crianças crescidas” mamando em suas mães! Que bom que a gente muda né?! Olha que boniteza essa galerinha aí, todas com dois anos ou quase isso!
          Sim, muitas vezes é difícil não sucumbir a tanta recomendação...! O que fazer? Fica uma dica (afinal, apesar de criticar, isso é quase irresistível né?! Rss...): se você é ou vai se tornar mãe, informe-se e busque apoio! E para as outras pessoas: lava uma louça, leve o filho mais velho para passear, dá uma varridinha na casa... e deixe a mulher amamentar em paz! Afinal, “estudos mostram influência positiva dos pais nos primeiros meses da amamentação. Além disso, no período de amamentação, é difícil para a mulher cuidar do bebê, da casa, do marido e de outros filhos e a família pode colaborar com a mãe nas tarefas de casa para que ela possa se dedicar ao recém-nascido e à amamentação com mais tranquilidade” (GIUGLIANI, 2013). E para as mamães que, como eu, estão quase retornando ao trabalho, uma ajudinha extra: semana que vem tem Seminário sobre amamentação! Afinal, dentre todos os fatores que influenciam no desmame precoce, o trabalho da mulher foi o fator mais citado (70%) entre os autores que pesquisam o tema! Ai que medo!

 

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