Ana Thomaz e a "desescolarização" da vida!

                    Em geral, pessoas que se interessam pelos processos atuais de educação já ouviram falar do famoso e, para alguns, até polêmico, vídeo da Ana Thomaz sobre “desescolarização”. Nós já tínhamos assistido esse e outros vídeos dela, além do vídeo do seu “filho desescolarizado”, Guto Thomaz.
          Pois, esse fim de semana, pudemos fazer, eu e marido, um “curso” intensivo com ela.
          Comecei a escrever esse post aqui falando sobre atuais concepções de ensino, e outras coisas do tipo... não fluiu! E aí pensei: “nossa, devo ter aprendido alguma coisa no curso mesmo, porque afinal, é muito mais prazeroso falar daquilo que nos toca mais a alma”... e é isso, no fim das contas, o que define o encontro com a Ana Thomaz: a potencialidade do encontro com a gente mesmo!
         Sim, falamos de educação, de desescolarização, e isso renderá um outro post aqui qualquer dia, mas acho que pra todo mundo que estava lá, uma coisa ficou clara, não é exatamente ter ou não um filho na escola a questão mais importante. Aliás, para cada um, uma questão diferente pode ser mais importante, porque somos seres únicos, cada um é um mundo próprio!
         É impressionante como a presença de alguém que pratica o que fala pode nos motivar mais do que qualquer bibliografia! Ana Thomaz é isso e muito mais: é coerência, sensatez, uma alma de uma “buniteza” e simplicidade, que irradia e contagia. Sua despretensão ressoa e abre caminho para a receptividade em nosso ser! 
        Uma vez tinha lido em um dos estudos de um grupo que a gente participa, que “a maior contribuição que podemos dar pra melhorar mundo, é modificar apenas a nós mesmos”. Também já tinha lido que “quando nos sentimos incomodados com os outros, é porque também temos em nós aquilo que estamos julgando”. Sim, não tivemos, eu e marido, grandes novidades teóricas no curso: que podemos modificar apenas a nós mesmos, que é importante praticar o não julgamento, que as expectativas criadas por nós para os outros é problema nosso, não do outro... Sim, tudo isso a gente já “sabia”, mas tudo isso teve a oportunidade de ser ressignificado a partir desse fim de semana...  
          Minha mãe adorava a frase “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!” Claro, desde muito pequena eu questionava e achava um absurdo essa frase! Sim, ela queria me ensinar a ser melhor, a fazer melhor! Mas como convencer o outro a fazer aquilo que nem a gente faz? Aliás... esse é outro princípio né, a gente não é convencido de coisa nenhuma a não ser que a gente queira... e tem coisa melhor pra influenciar a gente a querer do que um bom exemplo?!
          Foi um "curso" especial. Ter o marido junto foi bom demais, afinal, a nossa busca é individual, mas escolhemos nessa vida compartilharmos e crescermos juntos. Além disso, foi uma experiência nova ter os filhos todos, os três, juntos de nós durante todo o curso: muito bom o espaço no qual foi realizado o evento ter nos permitido, em todos os sentidos, os pais terem levado as crianças. 
         Foi um fim de semana indescritível, lindo, gostoso... com gosto de “como assim, já acabou...?! quero mais!” 
         Conviver mais com a gente mesmo, intensamente, é um grande desafio! Mas sem dúvida esse fim de semana me ajudou muito a resgatar a busca pela minha autocoerência. 

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