Mamãe vai me dar um “outro” irmãozinho... que bom!

            Essa semana, numa seção nostalgia, fui mostrar um vídeo para a minha filha de quase quatro anos, da chegada do primeiro irmãozinho dela da maternidade, 2 anos atrás!
            "Interessante" como, quando estava grávida do segundo filho, ouvi algumas vezes, frases como: “coitadinha... judiação, mas é tão pequena para você arrumar outro”, mesmo de pessoas que são “praticamente” da família. Junta-se a isso comentários do tipo: “nossa, mas ela já vai perder o colo?!”, ou então: “Ih, agora vai perder o reinado”...
            Já escrevi um post aqui, um tempo atrás, sobre essas questões de “dividir x Compartilhar”..., mas a minha dificuldade para entender comentários desse tipo, permanecem! 
            Por outro lado, agora, passados dois anos do nascimento do meu segundo filho, prestes a ter o terceiro, o que eu acho mais legal é observar o comportamento da minha filha “mais velha”, e perceber o quanto ela tem assimilado a forma como vemos a família e os irmãos por aqui!
            Helena, desde o primeiro instante que anunciamos a vinda de mais um membro da família ficou muito empolgada e passou a incluir o novo irmão em nossa rotina... confesso que até mais do que eu, algumas vezes! Não foram poucas as situações nas quais eu me referia a nossa família como “nós quatro” e ela me corrigia: “mamãe, nós cinco, tem o neném!”. Outras tantas, ao ver coisas de bebê que foram dela, ou do irmão, ela dizia: “Mamãe, esse a gente pode guardar pro novo neném né?!”.
            Também, desde o começo da gestação, ela dava beijo na barriga quase sempre em que íamos nos despedir, e sempre quando vamos ao médico, “ver como o neném está”, quando voltamos ela pergunta por ele!
 
          Sim, antes de descobrirmos que era um menino, ela torcia por uma irmã. Mas mesmo a sua torcida, era assim: “Mamãe, a gente não pode escolher né, Papai do Céu que manda um menino ou menina... mas eu queria menina, sabe?” Mas quando descobrimos que era menino, ele foi benvindo, e foi ela que me ajudou a concretizar a ideia, me corrigindo sempre: “Mamãe, não é neném né, é Ulisses!”.
            Quando fomos arrumar o quarto do Ulisses, eu comprei um porta-retratos igual aos dois que tem no quarto que ela divide com o Apolo, no qual eu coloquei fotos deles juntos. No do Ulisses coloquei as fotos do nosso ensaio fotográfico, em família, da gestação. Quando ela viu, disse: “Mas mamãe, nesse porta-retratos aí, tinha que ter fotos era dos irmãos, minha, do Apolo e do Ulisses, depois que ele nascer a gente pode trocar?”
            Mais interessante ainda é como ela fala como se tivesse certeza de que a família não está completa: “falta um irmão né mamãe?”. Na verdade, a torcida continua a ser por uma irmã, afinal, como diz ela, “quando Apolo quiser dividir o quarto com o Ulisses, quem é que vai dividir o quarto comigo?!”. Mas mesmo a ideia de um terceiro menino a agrada mais do que a ideia de não ter mais irmãos! Rss...
            Mesmo Apolo é carinhoso com a pança: beija, abraça, oferece pão, fruta e tudo o mais para o irmãozinho...!
            Se tudo é perfeito?! Claro que não! Muitas vezes há ciúmes, disputa por colo e brinquedos, e com certeza, com a chegada do nosso pequeno novo morador, imagino que as coisas tendem a ficar, pelo menos um tempo, mais difíceis por aqui...
         Ainda assim, quando eu vejo na carinha deles, mesmo na do Apolo que é tão pitico, o orgulho que eles tem quando falamos “nossa família”, tenho certeza de que estamos no caminho certo!

 

 

 

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