A importância do ultrassom do terceiro trimestre!

    Fizemos o nosso ultrassom do terceiro trimestre 2 semanas atrás, quando estávamos na 32ª. semana de gestação. 
    Se no primeiro ultra a gente fica super na expectativa de ouvir o coraçãozinho do bebê batendo, na TN rola uma certa ansiedade para saber se está tudo ok e pode ser que alguns médicos até arrisquem o sexo do bebê, e o morfológico surge como a “prova final” de um bebê com formação completa... para que serve o ultra do terceiro trimestre?!
     Na verdade deve servir pra muita coisa, não sei bem... Ver a quantidade de líquido, a posição do bebê (Cefálico! IUHUUU!!!!), no nosso caso, fazer outro ecofetal... Todas essas coisas são, obviamente, bastante relevantes... Mas pra mim, esse ultra tem uma importância diferente...
     Já escrevi por aqui que adoro estar grávida, amo a barriga crescer, adoro a espera, e tudo isso é verdade. Mas tem um lado bem menos romântico de todo esse processo! Sou, MESMO, apaixonada pelo processo, não pelo bebê! Hein?! Sim, essa é a minha realidade! Eu não me apaixono pelos meus filhos enquanto eles ainda estão na minha barriga! Como assim?
     Não sinto nada no começo da gravidez, talvez só um pouco mais de sono, mas sou muito dorminhoca, então nem faz tanta diferença. Enjoo, não sei nem o que é! Então, não foram poucas as vezes que me peguei com a consciência pesada de já estar lá no terceiro mês de gestação adiante e não me sentir nem um pouco grávida! De esquecer mesmo desse detalhe, até que a barriga atrapalhasse algum movimento, ou coisa do tipo!
     Sim, e a barriga vai crescendo, a gente faz o primeiro ultra, e... E (quase) nada! Confesso, achei que isso aconteceria apenas na primeira gestação, mas já estou na terceira, e foi do mesmo jeito: custo a acreditar que o serzinho que eu vejo lá, na telinha do ultrassom, está mesmo aqui dentro! Estranho? Não sei, mas é o que eu sinto! 
     E o bebê começa a mexer! Que lindo?! Admito, os primeiros movimentos do bebê me causam sim, certa alegria, mas a sensação de um ser estranho, aqui dentro, já chegou inclusive a me incomodar! Outra pessoa, aqui dentro, mexendo... meio alien isso, não?! 
     Descobrir o sexo e escolher o nome ajuda a materializar a ideia do filho, mas mesmo assim, a proximidade com esse novo ser não acontece por aqui tão fácil. Não consigo, e nem tento, sequer imaginar que carinha o pequeno vai ter. E mais, acho os ultra 3,4 sei lá quantos “D” muito estranhos! 
    E quando nasce?! Me recordo da minha reação com os meus dois filhos, logo depois do nascimento deles. Difícil olhar para aqueles serzinhos e acreditar que eles saíram daqui de dentro. E cheguei a pensar em coisas nada românticas, do tipo: “nossa, como é que cabia tudo isso aqui?” ou “nossa, como é que ele saiu?” e mesmo “nossa, agora é “meu” preciso levar pra casa!” 
     “Credo, mas você não ama seus filhos desde o seu ventre?” Confesso, acho que não! Amo a ideia do filho, mas o amor, mesmo, é construído... aos poucos, embora de forma intensa e profunda!
     É aí que entra o ultra do terceiro trimestre. Pra mim, em termos de imagem, ele é ainda pior do que os outros: um bebê cabeçudinho, que você não consegue ver mais direito porque já está espremido demais, mas pelo menos a sensação alienígena é reduzida! Escrevendo isso, me parece até absurdo! Mas o legal desse ultra é que agora, quando a barriga mexe e o bebê já não consegue mais mudar tanto de posição, consigo pelo menos identificar qual é a parte dele que está me cutucando, e acho que é aqui, devagar, que começamos a nos conectar e nos entender! (Ainda mais no caso do Ulisses, que não temos chegado muito a um acordo em relação a nossa posição de dormir!).
     Bom, é isso! Espero que esse texto não traumatize meus filhos no futuro!... Gente, será que é só eu?

 

Ator principal: Ulisses
Trilha Sonora: História de Monstros e outros Bichos - Gui Calegari

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