Notícias! Nosso ultrassom morfológico!

       E o tempo passa rápido, corre, voa... E cá estamos nós, já no terceiro trimestre da gestação! 30ª. semana quase batendo na porta! 
      Uma sensação em alguns momentos de que estou com uma barriga enorme, gigantesca: especialmente quando sento no chão e passo um tempo brincando com as crias mais velhas; ou quando, simplesmente, as coisas insistem em cair da mesa, da estante, da mão... diretamente no chão! Será que alguém sabe me dizer por que parece que quanto mais grávida a gente fica, mais parece que todas as coisas teimam em cair no chão?!  
      Em outros momentos, sinto como se a barriga estivesse muito pequena... na verdade, pequena demais para alojar Ulisses: e ele mexe, pula, remexe (inclusive agora, enquanto eu escrevo!) tanto, mais tanto (especialmente à noite... e de madrugada... ai que medo! Rss...) que parece não estar cabendo aqui!
      O fato é que o tempo passou tão rápido que sumimos e nem compartilhamos mais notícias nossas aqui no site! Poderia até dizer que é o fim do semestre (a vida de mãe-esposa-professora-blogueira-etc-reticências nem sempre é fácil de ser conciliada, é verdade!), mas acho que é mais do que isso. Ando reflexiva demais (será o fim do ano!?), e acho que quando a gente pensa demais, às vezes fala (ou escreve!) de menos!
     Muitas pessoas que eu encontro por aí perguntam: e aí? Como está o neném?! Confesso que, em geral, me limito a responder: “Grande!” ou então: “Crescendo!” Alguns, depois da resposta, me olham com cara de: “e aí, o que virou dos exames alterados?”, mas, não se sentem a vontade de perguntar... Não teria problema em responder, mas como não perguntam, não vou sair dando explicações detalhadas de como estão as coisas, sem ser solicitada né?!
     O fato é que boas notícias são benvindas, ainda mais nessa época do ano. Não tem como não vê-las como um presente! E pelo menos aqui, acho que faz sentido compartilhá-las com vocês, que tem acompanhado a nossa sina da TN alterada, a todos os amigos, parentes, conhecidos, e mesmo desconhecidos que mandaram tantas boas mensagens e energias positivas pra gente! 
     Não, não fizemos mesmo a amniocentese, e, para falar a verdade, nem pensei mais sobre o assunto! Bom demais resolver uma coisa e ter certeza, do fundo do coração, que é aquilo mesmo e pronto!
     Mas fizemos o ultrassom morfológico e o ecocardiograma fetal... E aí?! Aí, na sala de espera do exame, a crença de que tudo é como deve ser brigou intensamente com a apreensão. A tentativa de não criar expectativa, junto com o desejo de que tudo estivesse bem, somado a tentativa racional de uma preparação para notícias não tão boas assim!
     A imagem do Ulisses lá, um bebezinho “normal”, acalmou meu coração... Não sei o que se passava pela minha cabeça exatamente, mas a imagem inicial de um bebê com formatinho de bebê, foi muito bom de ver! 
     A médica, de uma sensibilidade confortadora. Começou pelo que poderíamos chamar de mais básico... ou talvez como mais difícil de resolver nos casos de grandes alterações: cabeça e coração. Detalhadamente, foi medindo, olhando, falando alguns muitos nomes do que poderia ser encontrado de anormalidade no cérebro, explicando, tranquilizando. 
     Depois chamou o cardiologista para fazerem o Eco. Trocaram muitos termos médicos, sempre tendo a preocupação de nos explicarem o que estavam olhando... e olharam um monte de coisa que, sinceramente, pra mim, só tendo fé para acreditar que é possível de se ver (minha compreensão de imagens é extremamente limitada, eu acho, porque marido diz que viu tudo o que eles estavam falando! Artérias, átrios e fluxos... Rss!).
    Descartadas alterações visíveis nessa etapa, olhou tronco, coluna, órgãos internos, cujas alterações poderiam indicar algo sindrômico. Conferiu e mediu membros. Fez uma varredura bem cuidadosa da face, inclusive com flashes em 3D, para identificar formação de lábios, posicionamento das orelhas, e mais um tanto de coisa que eu nem sei! (Estou aqui pensando agora: bem que o vídeo do ultrassom poderia vir com a gravação dos comentários médicos né?! Difícil lembrar de todas as explicações depois, ainda mais nesses casos mais tensos!) 
   A médica olhava, tranquilizava, depois explicava: melhor postura, impossível! Resumo de tudo: aparentemente, em termos de grandes questões de formação física, tudo estava bem, no lugar e do tamanho que deveria estar. 
   Obviamente, saímos de lá muito mais tranquilos! Completamente? Acho que depois de tudo, não tem como crer que tudo está perfeito e pronto. Afinal, o ultra consegue identificar muitas, mas não todas as coisas, e a questão genética está posta. No caso da Síndrome de Down, por exemplo, os exames identificam “apenas” cerca de 80% dos casos.
    E aí? Claro que vez ou outra me pego a especular sobre essas questões em relação a esse bebezinho que está aqui dentro. Confesso: já passei por vários sites informativos sobre essa síndrome, que acaba sendo a mais comum, (inclusive achei esse aqui www.movimentodown.org.br bem interessante!) e por blogs, lendo posts de como os pais descobriram a alteração, muitos deles após o nascimento. 
    Interessante que, com a informação e o relato de vida de outras pessoas, tudo parece ser bem mais simples do que quando a gente fica apenas imaginando... e de como tem bebezinhos e crianças fofíssimas em tudo que achei! Sábado mesmo, fui a um aniversário da amiguinha da minha filha, e lá, entre as crianças, estava uma “menininha-down”. Ela me pareceu tão “normal”! Fiquei especulando sobre seu caso... e sobre o meu... sim, acho que um ultra daquela menininha poderia ter facilmente passado como um exame sem alteração! 
   Mas, de verdade, são apenas especulações, e toda a fase de ansiedade e apreensão foi apaziguada. E, enquanto isso, como está Ulisses? Acho que a minha “resposta-padrão” acaba de mudar... de “crescendo” para ... Acho que, por enquanto, nesse momento, "mexendo", é a melhor resposta que tenho pra dar!

 

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