A escolha do nome do bebê!

           

 

          Uma vez vi um texto que dizia o seguinte: o nome do seu filho é você quem escolhe, mas é ele quem vai ter que lidar com isso o resto da vida! Verdade né?! 
          E essa nem sempre é uma tarefa fácil... Como fazer? Tem gente que combina que o pai escolhe o nome do primeiro filho e a mãe do segundo, ou vice-versa... É comum também alguns combinarem assim: se for menina um escolhe, se for menino, o outro! Tem quem peça, goste e aceite palpites alheios, e são mais influenciáveis que outros. Já vi até aqueles que sorteiam entre algumas opções, tamanha a indecisão! 
          Por aqui, bem antes de casar e engravidar, talvez como quase toda menina, meus futuros filhos já tinham nome! Claro, ao longo do tempo, esses nomes foram mudando. Primeiro era o nome de uma menininha de um filme que eu adorava, depois o nome de uma professora que me encantava, e, já na fase adulta, um nome de menino e outro de menina que eu realmente achava bonito por eles mesmos, sem referência a nenhuma pessoa específica. 
          Quando me casei e começamos a pensar em filhos, combinamos que iríamos escolher o nome deles juntos, de comum acordo e sem palpites alheios... Vocês acreditam, por exemplo, que a minha irmã ficou mais de 5 meses sem nome, porque meus pais não conseguiam decidir o nome dela? Imaginem um bebê sendo chamado de nenênzinha, amarelinha (e outros apelidos tão ruins quanto esses! Rss...) até 5 meses?! Pois é, juro que lá em casa aconteceu isso! Pra evitar esse tipo de coisa, marido e eu decidimos apenas anunciar o nome dos filhos, sem receptividade alguma para sugestões, fosse de quem fosse! 
          Quando engravidei a primeira vez, o nome de menina que eu trazia comigo foi descartado logo de imediato: marido já tinha duas primas com o tal nome (que por sinal ainda acho lindo!). Além disso, o nome de menino que “já estava decidido por mim” também deixou de ser opção: coincidentemente (será?!) era também o nome preferido pelo meu ex, e já havia se materializado em um menininho! Rsss... 
          Daí, eu e marido combinamos alguns pré-requisitos para escolha: não seria um nome composto, já que sou relativamente traumatizada com o “Sabrina de Cássia”! Nem um nome que tivesse no meio dele a letra R, como Bárbara ou Arthur. Qual o “problema” com esses nomes? Na verdade, gosto bastante de alguns nomes com R no meio, e Arthur é um ótimo exemplo, e era, inclusive, o nome preferido pelo marido para menino. A questão é que a sonoridade da letra R, no meio do nome, pode tornar a sua pronúncia muito diferente, a depender do sotaque de quem pronuncia, e preferimos evitar isso.
          Ao mesmo tempo, como já comentei aqui, acho que cada um deveria ter um nome só seu! Esse negócio de ficar perguntando: “Sabrina, qual Sabrina?” sempre me incomodou um pouco. Então, se possível, a ideia era fugir um pouco dos nomes mais comuns! 
         Escolhinha difícil essa né?!
         Pois é! Então, quando engravidamos a primeira vez, apesar de ter certeza de que meu primeiro filho seria homem, todos os nomes que tínhamos eram nome de meninas! Na verdade, eram 5 nomes de meninas, dentre os quais eu não concordava com o marido em apenas um deles: o nome de uma antiga colega de escola minha chatíssima... Aí num dá né gente?! Nome de menino eu gostava de João... ainda acho lindo, mas tem dois “probleminhas”: voltou a ser muito usado, e, além disso, já era o nome do meu pai. Amo meu pai, mas também não temos a intenção de reproduzir os nomes na família! 
         Então quando descobrimos que quem chegava por aqui primeiro era uma menina, essa menina se tornou Helena. Não, esse nome não estava na lista dos 5, e não tenho a mínima ideia de onde ele veio. Costumo dizer que foi ela mesma quem escolheu, porque não consigo nem me lembrar de como Helena virou Helena. Na verdade, tive até certa dificuldade de chamá-la assim, antes e depois de sair da barriga!
         Apesar de ter se tornado um nome comum (não assistimos novelas, mas uma daquelas novelas na qual a protagonista tem esse nome, na mesma época, acredito ter influenciado um pouco a quantidade de Helenas que apareceram), o significado no nome me agradou bastante! Na mitologia grega, Helena (em grego: Ἑλένη) era filha de Zeus (deus dos deuses) e o nome significa “raio de sol”, “a reluzente, a resplandecente”.
         Sei lá, acho que tenho um pezinho lá na Grécia... Era “O” lugar que eu tinha vontade de conhecer: o país, a mitologia, a cultura, o idioma grego me deslumbram; e depois que fomos pra lá, o povo, as comidas, as praias e muito mais coisas entraram para essa lista!
         Quando engravidamos de novo, nenhum dos nomes de meninas parecia fazer mais sentido, e passamos a ter apenas dois nomes de menino. Foi Helena quem escolheu entre as duas opções da época, e, apesar de estarmos mesmo dispostos a aceitar sua escolha, ainda bem que ela escolheu o que eu preferia: Apolo!
         Na mitologia grega, Apolo (em grego Ἀπόλλων) é o deus do Sol, da beleza, das artes, da poesia, da música, da dança, da medicina e da profecia. Apolo é o filho de Zeus e Leto (deusa do anoitecer) um dos doze deuses do Monte Olimpo. Era ele que dirigia o carro de sol, responsável por fazer nascer o dia e sustentar o sol nos céus. 
        Apolo: nome pouco comum, de uma aceitação familiar e social reduzida, que vez outra gera comentários do tipo: “Nossa, Apolo, interessante!” AHAHAHA... O nome, sugerido por mim, dos tempos em que filhos ainda eram apenas uma ideia futura em nossas vidas, na época não satisfez o marido... não sei o que mudou, o fato é que não tive que convencê-lo a respeito. 
         Adoro o significado do nome, e, ser grego e mitológico, só não me encantam mais do que o próprio serzinho que eu tenho por aqui, que não tem cara de nenhuma outra coisa que não seja Apolo!
         Terceiro filho... Ah, como já tínhamos dois nomes com essa origem por aqui, fui atrás do terceiro! 
         Nomes gregos para meninas são bem mais difíceis de serem escolhidos... muitos deles são bem mais “interessantes” (Rsss...) do que os de meninos. Procurei bastante, gostamos de um... mas, no fundo, como acreditava mesmo que teríamos outro menino, o nome estava decidido: Ulisses (adaptação do grego Ὀδυσσεύς) é quem está chegando por aqui!
         O nome estava escolhido antes de começarmos a enfrentar todos os perrengues que vieram com essa gestação... mas com tudo o que está acontecendo, acho que não poderia ter nome melhor! Segue abaixo uma análise da “história” de Ulisses que encontrei...


“O Mito de Ulisses e a conquista da alma humana
Ulisses foi o autor do Cavalo de Troia, o presente que os Gregos deram aos Troianos e que pôs fim a quase 10 anos de guerra. Mas a saga de Ulisses vai muito além desse episódio. Sua história é narrada na Odisseia de Homero. A primeira página da narrativa mostra que “Na história de Ulisses não há exércitos inimigos propriamente ditos, há obstáculos que a natureza coloca em seu caminho, e para vencê-los há que ter inteligência, destreza, coragem e força”. 
O mito representa todas as provas que passamos diariamente para relembrar quem somos, de onde viemos e para onde regressaremos. Ulisses representa o homem que tem que passar por essas provas, ou seja, desafios que trazem ensinamentos e oportunidades que permitem ao herói retornar ao contato com sua Alma Imortal (representada no mito por Penélope, a esposa paciente e fiel) (Almeida, 05/07/2014).” 


           Que possamos, então, crescer juntos nessa caminhada, nós quatro e Ulisses!

 

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