Vixi, será que vamos para a Holanda?!

 

 

             Não sei por onde começar esse post... Ensaio, ensaio, e talvez o melhor seja ir direto ao ponto: o resultado de nossa Translucência Nucal (TN) deu alterado!
Hein?! Sim, acabamos de fazer uma, das duas ultrassons que são classificadas como importantes durante a gestação, e ela não está dentro do esperado...
            Fizemos um primeiro ultra dias atrás: a expressão da médica, que conhecemos desde a gestação da nossa primeira filha, foi, logo que começou a fazer o exame, de preocupação. Terceira gestação, muita pesquisa na internet, já sabia bem qual era a referência da medida que reduzia a possibilidade de alterações genéticas. Ela mediu, mediu de novo, mediu outra vez... Não falou nada... Só isso já indicava que algo não estava dentro do esperado. Então vi a medida e perguntei: “Mas Dra. essa medida está meio alta, não?!” Talvez pelo tempo que nos conhece, talvez por querer, quase tanto quanto a gente, que tudo corra bem, respondeu: “É, meio alta, mas dentro do normal... no limite, mas dentro do normal! Por outro lado, todas as outras questões do bebê estão normais...”.
            Claro, saí de lá relativamente preocupada. No outro dia fui até minha obstetra, e ela me tranquilizou mais um pouco... Talvez não tanto quanto eu racionalmente achava, porque depois passei o dia fisicamente mal: uma dor de cabeça superforte, enjoo, estomago ruim, uma dor na barriga sem condição... E tudo piorou depois que a ultrassonografista ligou, e pediu para que eu retornasse, para realizar um novo ultrassom, que seria feito em conjunto com outra médica, para que pudéssemos ficar mais “tranquilos” com a medida. 
            Pensei: bom, pelo menos maior a medida não vai dar né!? Pois é, mas deu! E a médica explicou: depois que vocês saíram daqui, medi, medi, medi de novo, e a depender do ângulo, a medida dava um pouco maior. Por isso decidimos refazer, para que vocês tenham um resultado que dê mais segurança... É, e agora, a medida tinha saído do limite... 
            E pior, fizemos um terceiro ultra, depois, com uma médica especialista, e o resultado deu “pior” ainda! 
Provavelmente faremos uma investigação mais aprofundada... Mas, na verdade, não sabemos de nada... interessante como “a vida” nos mostra isso sempre né, das mais diferentes formas... 
            Um dia, quando estava grávida da minha primeira filha, li um texto que me tocou profundamente... segue abaixo:


Por Emily Perl Knisley, 1987
Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias para a Itália! Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu. O Davi de Michelângelo. As gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante. Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma suas malas e embarca. Algumas horas depois você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz:
- BEM VINDO A HOLANDA!
- Holanda!?! - Diz você.
- O que quer dizer com Holanda!?!? Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu sonhei em conhecer a Itália!
Mas houve uma mudança de plano vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar.
A coisa mais importante é que eles não te levaram a um lugar horrível, desagradável, cheio de pestilência, fome e doença. É apenas um lugar diferente.
Logo, você deve sair e comprar novos guias. Deve aprender uma nova linguagem. E você irá encontrar todo um novo grupo de pessoas que nunca encontrou antes.
É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor, começar a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrants e Van Goghs.
Mas, todos que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, estão sempre comentando sobre o tempo maravilhoso que passaram lá. E por toda sua vida você dirá: - Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu havia planejado!
E a dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa. Porém, se você passar a sua vida toda remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais sobre a Holanda!


             Vixi, será que vamos pra Holanda?! É o que eu fico aqui pensando... E se formos? Bom, eu não gosto que as coisas saiam do meu controle (ahahah... cada vez mais isso me parece uma piada, para que eu possa rir de mim mesma!)... E, além disso, tenho dois filhos (já fui para a Itália duas vezes!), e viajar de novo para lá será ótimo! De verdade, vou ser sincera: não quero abrir a porta do avião e descobrir que cheguei na Holanda... Quem quer?!
         Mas pensando bem, e positivamente, eu também gosto muito de conhecer lugares novos! Ainda mais com a minha família, que eu amo tanto! E, afinal, quando a gente se abre para esse mundo de nos tornarmos pais, qual é a viagem que tem destino conhecido?!
          Bom, então é isso. BOAS dicas de viagens, independente do destino que teremos, são sempre bem-vindas... e orações também... Porque, confesso, meu coração está passando por uma trepidação considerável... E o de quem não estaria?!

 

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