Quando divulgar uma gestação?

           Quando um casal se descobre grávido, essa é uma das primeiras questões que podem surgir... Digo PODE, porque para alguns nem dá tempo... Conheço pessoas que mal acabaram de fazer o teste de gravidez de farmácia, e sem nem mesmo terem feito o exame de sangue, já divulgam para todo mundo (MESMO!) que um novo bebê está vindo. Outras que, confirmado o estado gravídico pelo Beta HCG, compartilham a novidade... A questão é: qual é o melhor momento para divulgar a notícia? Claro, para uma coisa assim tão pessoal, cada um tem o seu! 
         A gente, por aqui? A nossa opção, nas nossas três gestações, sempre foi esperar um pouco mais... Por quê? E... até quando? 
            Primeiro por um medo que eu, racionalmente, chego a achar bobo, mas que sempre passou pela minha cabeça... o receio de perder o bebê...
            Não sei se vocês já ouviram falar, mas, segundo informações divulgadas por diversas fontes: “Uma em cada seis gestações acaba em aborto espontâneo, a maioria antes dos três meses. Se o problema ocorre logo no início da gestação, muitas vezes a mulher nem chega a saber que ficou grávida e elimina o ovo como se fosse uma menstruação atrasada”. ... Então não é que eu seja pessimista, mas há uma chance real, que não é pequena, de acontecerem abortos espontâneos.
            Na verdade, pensando bem, além do medo do que pode acontecer, tem também a indisposição de, além da possibilidade de ter que lidar com tudo isso internamente (o que imagino que não deva ser nada fácil), ainda ter que lidar com as expectativas, e, pior, os comentários alheios em relação a essa situação. 
           Acho que todo mundo já deve ter acompanhado um casal superfeliz com a perspectiva da vinda de uma criança, e, depois de um tempinho, infelizmente, a gravidez “não evoluir” (péssima expressão, mas na falta de outra...).
            Eu pelo menos nunca soube o que dizer nesses casos, e muito do que já ouvi dizerem por aí, me pareceu muito mais “incomodante” do que “confortante”!... Como dizer para uma mulher, que estava toda feliz por estar grávida, gerando uma nova vida, que foi “melhor a gravidez não ter ido pra frente”? PUTZ...! Como dizer para um casal que acabou de perder um filho: “vocês podem tentar de novo!” UHHMMM ...!
Sei que essas frases, muitas vezes, vem cheias de boa intenção, mas em especial essa última, chega a me parecer cruel...  Nunca passei por essa experiência, mas uma vida, mesmo que seja um pequeno embrião, não pode ser substituída, ainda mais no coração de uma mãe...    
            Ok que o amor e solidariedade das pessoas pode ser importante num momento como esse, em que as coisas não acontecem da forma como esperávamos. Ok também que, mesmo numa gestação mais avançada, coisas inesperadas podem acontecer...
            Entretanto, mesmo considerando essas circunstâncias, sempre permaneceu por aqui o desejo de aguardar mais um pouco para compartilhar a notícia... Até quando? Até o primeiro ultrassom! 
            Na verdade, junto com o que talvez seja uma escolha, a forma como as coisas aconteceram no princípio das nossas gestações não favoreceram que a gente contasse antes...
            Na nossa primeira gestação, depois de um Beta HCG de mais de 11000, no nosso primeiro ultra, vimos o saco gestacional, mas sem batimentos... Então não sabíamos o que estava acontecendo e, dessa forma, esperamos para realizar outro ultra e confirmarmos a gestação.
            Na segunda vez foi pior... Um Beta HCG de mais de 6000, e um ultra no qual não era possível ver nada... nadinha mesmo! E aí? 3 semanas de longa espera para descobrirmos se seríamos pais pela segunda vez!
            E agora? Como diria o ditado, “gato escaldado tem medo de água fria”... Depois de um Beta HCG de 98, repetido uma semana depois e com um valor de cerca de 1000, decidimos esperar bastante, quase um mês depois, para fazer o ultrassom... e tentamos desapegar do assunto. Difícil né?! Demais! Mas foi só então que, depois de termos visto um bebê crescido, de cerca de 1,6 cm, compartilhamos a novidade com a nossa família... e por aqui... 

 

 

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