Expectativa ou loucura?!

          Nas duas primeiras vezes que tentamos ter um filho, engravidamos de primeira. Eu, com toda a prepotência de achar que planejo e controlo todas as coisas, tinha certeza, ABSOLUTA, que da terceira vez iria ser da mesma forma... porque não seria?
          Como das outras vezes, havia feito dieta, ido ao médico verificar meu estado de saúde, começado a tomar ácido fólico.
          Achei que seria legal romper essa história de ter todos os filhos em março... Quem nos acompanha por aqui deve saber de toda a história pelo nosso primeiro post do blog “Março, o mês de nascer e renascer”. O mês classificado como ideal para ter um filho, já não teria emoções demais para receber mais um bebê? 
          E se nascesse no dia de um dos meus dois filhos? Não seria legal cada um ter seu próprio aniversário? O seu próprio dia?
          E se nascesse no dia que a minha mãe morreu? Nossa, por um lado poderia ser um motivo de alegria para “compensar” uma parte da tristeza vivenciada pela nossa família nessa data... Por outro lado... Sempre pensei que devia ter dia certo pra morrer... Claro, dia nenhum é bom para uma situação dessas, mas datas de maior união familiar, de celebração, como Natal, Páscoa, aniversários, são dias que deveriam ser poupados né?! Então... porque programar mais um filho para nascer em março? 
          Sim, DECIDIMOS quebrar o esquema e fazer um filho para fevereiro. Parecia ótimo: dentro da nova programação, poderia até nascer no dia do meu aniversário! 
          Além disso, a comemoração do aniversário do meu pai estava marcada para fim de maio, bem na época de confirmar a gestação! Tudo esquematizado: ensaiei até o discurso para presenteá-lo com o que eu achei que era o melhor presente de todos: mais um neto!
          Ah, e não foi só isso que esquematizei... Como nas duas primeiras gestações tive dificuldade de marcar médico, dessa vez, antes mesmo de fazer o bebê, já havia agendado a minha consulta para uma data que seria possível confirmar a gravidez e iniciar o acompanhamento.
          Mais ainda: agendei o ultrassom. Sim, para dois dias depois da consulta médica. Porque quem já engravidou sabe o quanto um ultrassom em um lugar legal, com uma médica que a gente tenha afinidade, também é algo BEM difícil de ser conseguido.
          Além disso, já tinha até pensado em como daria a notícia oficialmente para o marido! 
          Ok, tudo pronto então, só faltava o bebê! E o bebê? Bom, esse, continuou faltando!   
          Ahahah, escrevendo isso tudo, chego a achar que eu não regulo bem da ideia mesmo não! 
           Pior que isso, mesmo sem termos nos empenhado em “produzi-lo”, tive CERTEZA que estava grávida. O ma
rido? Embarcou na loucura... já estava se referindo a “nós 5”! Juntos compramos 2 testes de farmácia de uma vez. E fizemos os testes, antes mesmo da época em que ele poderia indicar uma gravidez. Cheguei a ligar para a minha médica, e pedir para a secretária deixar um pedido de exame de gravidez para que eu pudesse fazê-lo antes da consulta.
           O exame de sangue? Bom, esse eu nem cheguei a fazer. Não deu tempo, descobri antes que não estava

 

grávida. 
          Por “sorte”, minha médica ficou doente na semana, deixou de ir trabalhar, e, espero, que não tenha tido nem notícia sobre o meu pedido. 
           A consulta? Liguei desmarcando. O ultrassom? Fiz a feiura de não ter nem coragem de desmarcar. Dei o bolo mesmo! 
           A frustração de não ter dado certo? Um presente. Presente para valorizar ainda mais a possibilidade de já ter engravidado duas vezes. De pensar e compreender um pouco mais a tristeza e ansiedade dos tantos casais que conheço que tentam já há algum tempo engravidar e não conseguem. Presente, sobretudo, para perceber que as coisas acontecem na nossa vida no tempo e segundo a vontade de Deus... e que esse tempo, não necessariamente é o nosso!

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