A expectativa de uma outra gestação

       

         

 

A nossa ideia sempre foi ter filhos de idade mais próxima um do outro. E já havíamos algumas vezes brincado que faríamos todos os filhos para um mesmo mês, na nossa praticidade de sempre... Me parecia ruim nascer no segundo semestre do ano... segundo semestre tem cara de ano acabando, e na minha cabeça, ano acabando não tinha muito há ver com começo de vida...
          Bom, e aí, janeiro?! Não, janeiro é férias: ruim, porque nem dá prá convidar coleguinhas de escola pra festa, todo mundo viaja! Fevereiro?! Não, fevereiro é meu mês, mês de carnaval, muitas escolas começam a aula em fevereiro... Sem contar que fiquei um pouco com o trauma do meu aniversário de 15 anos: tínhamos acabado de mudar de cidade, e o primeiro dia de aula foi bem no dia do meu aniversário: nem conhecia ninguém, como fazer festa?! (Ok, não fiz festa não foi só por causa disso, a praticidade por aqui fala mais alto desde cedo: preferi ganhar meu primeiro computador, um 486... Alguém ainda sabe o que é isso?).
          Março?! Opa, março parecia uma ótima ideia! As aulas já teriam começado, em muitas escolas abril é o mês de corte para a criança estar em determinada série... Março, o mês escolhido, como a gente já conversou aqui no nosso primeiro post do blog “Março, o mês de nascer e renascer”
          E nossa pitica veio no esquema, 18 de março é o dia dela! Dia também do nosso blog né?! Então...
         Pensando num segundo filho... por que não em março?! Porque eu estava no auge do stress... Tinha acabado de voltar ao trabalho da licença parcial que tinha conseguido para concluir o doutorado, MAS sem ter conseguido concluir... Ou seja, estava escrevendo uma tese, que por sinal estava atrasadíssima, já estava trabalhando, e tinha uma filha com menos de um ano e meio... Além disso, nosso apartamento estava pequeno demais já para nós três... brinquedos e cosias de criança já ocupavam todo nosso espaço: o ideal seria nos mudarmos antes de ter um segundo filho. Considerando tudo isso, parecia loucura engravidar naquele momento...
          Ok, como eu fiz da primeira vez que queria engravidar, tinha feito dieta, emagrecido todos os quilinhos a mais da primeira gravidez, tinha ido à medica para saber se estava tudo bem, inclusive em termos de nutrição por conta da dieta feita, já tinha começado a tomar ácido fólico, e não estava tomando remédio (não porque eu já quisesse engravidar, mas porque aquele remedinho da fase de amamentação não me faz nem um pouco bem...!).
          Mas com toda a situação, estávamos nos cuidando, e como por aqui as coisas funcionavam bem certinhas, e eu sabia até o dia que estava ovulando, então, claro, não tinha perigo nenhum... 
          Ah, nenhum até você acreditar firmemente que “não tem perigo nenhum”, descuidar um pouquinho... e?! Pois é, quantas pessoas vocês conhecem que engravidaram assim?! Se não conhecem nenhuma: oi! Estou aqui!
          Não precisou nem atrasar nada para “saber” que estava grávida. Eu sabia, sentia internamente que a família já tinha aumentado. Mas guardei pra mim, até que pudesse confirmar. Queria fazer surpresa, contar de um jeito diferente, pro marido, que nós seríamos pais de novo... 
          Então comprei um teste de gravidez e fiz “escondido”. Sim escondido! Mas não estava nem atrasada ainda. Resultado? Um risquinho... e mais um risquinho, mas tão, mas TÃO apagado que achei que era uma miragem! Aquele risquinho, definitivamente não dizia nada! 
          Comprei outro teste, também escondido... e fiz MUITO tempo depois: dois dias! O resultado?! Outros dois risquinhos, agora um pouco mais fortes, mas quase nada...  Teste feito à tarde, enquanto marido ainda estava no trabalho! Af, tudo bem, era preciso esperar mais um pouco.
          O que eu fiz então?! Corri na farmácia e comprei o terceiro teste... Agora ia esperar o outro dia para fazer com o primeiro xixi da manhã, que dizem que é mais eficaz... Só que fazer teste de gravidez de manhã sem o marido saber é mais complicado né?! Então desisti dessa história de fazer surpresa, e no outro dia de manhã chamei o marido, contei dos testes anteriores (claro que levei uma bronca!), e fizemos o teste juntos. 
          Ai, agora finalmente os risquinhos decidiram aparecer, não tão fortes quanto da primeira gravidez, mas estavam lá, dois deles, indicando um positivo!... Sim, estávamos novamente grávidos... E naquele momento esquecemos os “pequenos detalhes” da necessidade de esperar mais para engravidarmos, e ficamos felizes da vida de receber aquele novo ser!
           A surpresa pro marido? Foi pro espaço! Mas pelo menos o cartãozinho que tinha feito para surpreendê-lo, eu pude entregar naquela manhã... 

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