Ex-namorado!

 

       E está chegando o dia dos namorados...  Falar de Ex, perto do dia dos namorados... ?Esquisito né?! Pra mim não, para a maior parte das pessoas, talvez sim! Pro marido?! Rss... Acho que bem menos do que para a maioria dos maridos, e até por isso me sinto tão a vontade para escrever esse post! Então vamos lá... 
        Não preciso falar de como as coisas tem mudado rápido nos últimos tempos, todo mundo percebe. Aqui em casa, fui gerada mais de uma década depois dos meus irmãos. Me lembro bem, da minha irmã, na adolescência, fim de semana de castigo, sem poder sair de casa porque tinha voltado depois do horário que a minha mãe tinha marcado... 23 horas! Sim, esse era o horário de voltar pra casa depois das “baladas”... 

        Agora, pensem só... 23horas? Que festa hoje começa antes das 23 horas? Pois foi esse o padrão que eu herdei para minha adolescência... Aos poucos, as coisas foram sendo flexibilizadas, e, vez ou outra, conseguia voltar para casa às 2... deve ter tido até alguma vez que consegui ficar até umas 2h30, acho que sim! Rss... Mas não foram poucas as vezes que perdi o melhor da festa, a banda que nem tinha começado a tocar quando eu fui embora, e por aí vai... Então, com base nesse pequeno relato, já dá pra imaginar o quanto a história de namorar era algo complicado em casa. Claro, na época, já havia esse esquema de sair e beijar quem se encontrava pelo caminho, mas isso nunca fez a minha cabeça: um pouco pelo esquema, e em grande parte pela forma como eu via as coisas... Assim, na maioria das vezes, meus interesses sentimentais permaneciam como amor platônico... daqueles, assim, de se sonhar noites e noites seguidas com o menino, e ele nem ficar sabendo da minha existência. Eu me encantava, sofria horrores, e "vez em nunca",  rolava um beijinho! 
        E foi assim, depois de um beijinho, numa festinha, na casa de amigos, que surgiu meu primeiro namorado... Do beijinho, na festa, marcamos um cinema. E do cinema, um encontro na pracinha. E outro, e mais outro. E chegou a época das festas juninas, e fomos à algumas delas juntos. E numa delas, ao conversar, descobrimos que estávamos namorando. E o namorado foi apresentado para os pais... uma piada!... Quando disse pro meu pai, a caminho da festa que a gente estava indo, todo mundo lá de casa, que eu ia apresentar meu namorado, ele simplesmente me disse: “não, não quero conhecer!”  Claro, no fim das contas teve que conhecer né... mesmo porque eu já estava com 17 anos, e não tinha mais como segurar! Rss...
        O fato é que o namoro foi durando, durando, e passamos mais de 4 anos juntos. Um namoro bonitinho sabe, de carinho, de respeito, de companheirismo. Um namoro que contribuiu muito para o meu amadurecimento, para o fortalecimento da minha autoestima. Um namoro do qual me orgulho MESMO de ter tido. Interessante é que o namoro era tão bonitinho, que nunca deixei meus interesses por causa dele, e essa é mais uma questão da qual me orgulho de toda a história. Se eu tivesse, por exemplo, deixado de ter ido nas viagens de faculdade, e de ter feito tantas outras coisas que eu vejo adolescentes tão novas por aí abrindo mão por conta de relacionamentos, acredito que o passado teria virado frustração, e não lembranças boas como percebo ele hoje. Sim, o namoro terminou, por vários motivos... 
        Entre outras coisas, me inquietava o fato de pensar em me casar com o primeiro namorado. Achava, que tinha que aproveitar, sair mais, conhecer mais gente... sei lá, era o que todo mundo fazia não era?! O engraçado é que quando conheci o marido, estava nessa fase: recusei seu pedido de namoro porque, afinal, tinha acabado de sair de um relacionamento de muito tempo, e dizia pra ele: "se a gente começar a namorar, a gente casa, e não é isso o que eu quero"! E ele dizia: "sim, casa mesmo"... É, verdade, casamos!!! 
        O fato é que eu e o primeiro namoradinho tínhamos interesses diferentes em relação a muitas coisas, enfim, não era pra ser... e nos separamos. Mas mantivemos a amizade, da qual eu me orgulhava tanto quanto do nosso namoro. E por um tempo, mesmo depois que eu já tinha cedido ao pedido de namoro do marido, continuamos a nos encontrar: ele ia nas festinhas de aniversário lá de casa, inclusive acompanhado das namoradas da época. Por mais de uma vez eu fui até a casa dos seus pais no seu aniversário, dar os parabéns. Vez ou outra, chegamos até a sair, tomar um sorvete e conversar sobre coisas da vida... 
        Com o passar do tempo, ele casou, se tornou pai... e acabamos nos distanciando mais do que eu gostaria. Essas questões de relacionamento, de ex, não são tão simples de lidar para todas as pessoas... Recentemente, com o falecimento da minha mãe, pudemos nos reencontrar conversar, e foi tão bom ter a sua presença de novo “por aqui”. 
        Bom, e o marido? Marido, desde os tempos do nosso início de namoro foi sempre supertranquilo em relação à essa história toda... Porque, sobretudo, construímos, por aqui, um relacionamento concretado, literalmente, na confiança. E quando se tem confiança, não tem porque esconder nada, mentir, abrir espaço para ciúme... E assim construímos uma família feliz!  

 

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