Dividir ou COMPARTILHAR?!

           

 

            Quais são as vantagens e desvantagens de ter filhos tão próximos?
            A ideia de termos mais de um filho sempre foi uma certeza por aqui. E sempre pensamos que gostaríamos de ter filhos com idade próxima um do outro. Hoje, uma amiga me perguntou o seguinte: mas você não acha que aproveitou pouco sua primeira filha?
            Por aqui, nosso segundo filho nasceu exatamente 15 dias antes de nossa primogênita completar dois anos. 
            (Ainda) Não passei pela experiência de ter tido filhos com intervalo maior ou menor de tempo, mas achei a distância de idade entre os meus bem legal!
            Sim, minha pitica ainda era relativamente pitica quando ficamos grávidos, e, na verdade, a minha maior preocupação era o que ela iria achar de termos mais um membro na família.
            Como eu respondi para a minha amiga, essa questão de aproveitar bem os filhos é um dilema para nós, mães, de todo jeito!!! Mesmo quando a gente ainda não tem outro filho, e mesmo que passe todo o tempo com o bebê (como acontece especialmente quando eles são recém-nascidos), a sensação que a gente fica é sempre que o tempo passou e a gente nem viu, é ou não é?! ( Aqui em casa, tem dias que eu chego a achar que estou ficando maluca: minha pitica dorme de um jeito e parece que acorda outra criança, muito mais crescida que a do dia anterior!). 
            Assim, o foco, na época em que pensamos em engravidar de novo foi: como preparar a nossa filha para a chegada do irmão?... O que nós fizemos? ...
            Tentamos trabalhar, sobretudo, a ideia que temos aqui em casa de que “quanto mais a gente "divide", mais a gente ganha”! Assim, o dividir deixa de ter um enfoque que tanta gente dá para a chegada de um irmão: dividir colo, atenção carinho; e passar a ser compartilhar amor, carinho, ter um irmão-amigo, uma família mais divertida, e mais um tanto de coisa boa que vem com a chegada de mais um bebê!
            Frases do tipo: “coitadinha, mas ela tão novinha já vai perder o colo?” “Que judiação, você já está esperando outro?” nunca foram bem vindas, apesar de respondidas com o silêncio de quem não tem a mínima tolerância (ainda) de aceitar alguns posicionamentos alheios!  
            Além disso, eu trabalhei a ideia, comigo e com ela, de que não teríamos OUTRO bebê, que teríamos UM bebê em casa, o irmão, desde o momento que engravidei. Passamos, assim, a estimular e ressaltar as coisas que ela já sabia fazer: ela era uma MENINA! Sim, com 1 ano e 3 meses já caminhava, conversava razoavelmente bem, e, com certeza, tinha um bom entendimento de muita coisa. E ela?! Passou a ficar orgulhosa de dizer que não era um bebê, era uma menina (e ainda acrescentava “crescida”, em alguns casos)... Detalhe: longe de querer que uma criança cresça antes da hora, mas reconhecer o que ela já sabe fazer, não me parece algo nada prejudicial!
            Além disso, ressaltamos o quanto era legal se tornar irmã mais velha, que ela iria ensinar as coisas que sabia pro irmão, e isso a deixava também bastante empolgada!
            E como foi?! Foi, e tem sido, lindo! Tão lindo, que se perguntamos, hoje, para nossa pitica se ela quer ter mais irmãos, ela responde, por conta dela, que quer sim, MAIS 3! Rss...
             Em amor só tem vantagem ter um filho assim, logo depois de outro... No resto? No dia a dia?! Na prática?! Ah, aí tem horas que o “bixo pega” ... mas disso a gente fala outro dia!
             Beijos fraternos!

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