Um novo site, um nome...

 

         Uma vez vi uma propaganda de uma escola em um outdoor que me chamou bastante a atenção. Nela dizia mais ou menos assim: escola é como nome de filho, você é quem escolhe, mas é o filho quem tem que lidar com o resultado o resto da vida. 
         Quase não tive problemas com as escolas por onde passei, mas o meu nome nunca foi algo do qual eu me orgulhasse muito. Adoro “Sabrina”, com um único porém: se pudesse escolher, só EU teria esse nome! Rss... Acho nome algo tão pessoal (redundante, não?!), que acredito que cada um deveria ter o seu, SÓ SEU! Apesar de não ser um nome muito comum, conheço várias “Sabrinas”, e o que me conforta é que todas as que já encontrei até hoje são “gente boa”!
         Mas meu nome não é só Sabrina, claro, e esse é o “maior problema”. Minha mãe sempre atribuiu a “culpa” do resto do nome ao meu pai e minha irmã: ela contava que meu pai ficou muito empolgado quando eu nasci, e como era conhecido na cidade, foi até uma rádio, com minha irmã (ainda tenho dúvidas se a contribuição dela não foi para descontar um pouco o “Francisneide” que acompanha seu nome! Rss...) e quando perguntaram como eu ia me chamar eles escolheram lá, na hora... Qual o problema? Colocaram um “de Cássia” para acompanhar o “Sabrina”, e de quebra, acrescentaram outro “de” entre meus dois sobrenomes. Alguém aí conhece outra criatura que tenha dois “de” no nome? Eu acho que eu não conheço. Descobri essa anormalidade logo quando aprendi a escrever meu nome (e pior é que, em casa, ninguém tinha reparado nisso até então! Rsss...).
          Pois é, dramas à parte, o nome não ficou assim tão ruim, mas me deixou bastante preocupada quando fui escolher os nomes dos meus filhos (esse assunto rende vários posts, não?!) e, creiam, agora quando fui escolher o nome desse blog.
          Tá, e aí, porque Expomaterna? ...
Quando comecei a acompanhar a blogosfera materna, o acesso a alguns sites se tornaram parte da minha rotina (quase um vício) enquanto outros, após uma breve visita, nunca mais voltei a acessar. Por quê? Me interesso por blogs, não por diários. Trocar ideias, discutir questões, ter acesso a informações, isso me instiga. Isso não quer dizer que eu não ame relatos (especialmente os de parto), e acho que é possível aprender coisas a partir da descrição da experiência alheia... MAAASSS... algumas coisas do tipo “o que o meu bebê já sabe fazer”, sem nenhuma outra coisa que acrescente, confesso que não tenho muita paciência para ler. Acho ok as mães que o fazem, e quando estava grávida da primeira filha até lia algumas coisas. Acredito que, depois, tendo percebido que o desenvolvimento de cada criança é único (ou porque, infelizmente ainda comparo a minha segunda com a primeira), não preciso mais compará-las com nenhuma outra! 
          O mais importante disso tudo é que os diários-blogs incitavam em mim uma questão: cadê a privacidade desse bebê? Entre fotos e descrições detalhadas da vida da criança ficava pensando: gente, quando essas crianças crescerem, o que vão pensar de ter sua vida exposta dessa forma? (Tem um texto interessante para refletir sobre o assunto AQUI). 
         Claro que há outras formas de expor nossos filhos ao mundo virtual: eu mesma tenho muitas fotos deles na net. Li uma vez um texto AQUI que, pra mim, explica bem nossa necessidade de fazer isso. Se refletirmos bem sobre o porquê de divulgarmos algumas coisas de nossa vida, podemos pensar em desculpas bem fundamentadas do tipo: “família mora longe, quer ver foto”, “ah, é uma forma interessante de registrar”... Isso não deixa de ser verdade, mas é sobretudo uma forma aceitável de fazer essa exposição, afinal, nesses dois exemplos, estamos pensando em fazer o bem para o outro (compartilhando, registrando....etc.), e isso é sempre visto com bons olhos, não é mesmo?! Entretanto, acho que no fundo, no fundo, um sentimento de orgulho (quer coisa que dá mais orgulho na gente do que filho?! ... é uma tentação e tanto!!!), necessidade de reconhecimento, de reafirmação sobre assuntos que temos dúvidas, e outras coisas do tipo, de fundamentação bem mais egoísta estão aqui, latentes, como motivo real de grande parte dessa exposição... Daí a primeira ideia do nome do blog: “Exposição Materna”. 
         Mas PERALÁ... quando pensei nesse nome, pensei também num sentido positivo para a palavra exposição: expor ideias, questionamentos sobre aspectos importantes da vida, isso sim, pode ser bem legal. Exposição num sentido pleno, de ser íntegro nas opiniões e posicionamentos.
         Acredito que essa é a proposta desse blog. Se conseguirei fugir da exposição demasiada...? Isso me preocupa... Já rolou por aqui maior crise: até que ponto posso expor outras pessoas?... No primeiro post, de cara, montei um vídeo em homenagem à minha mãe que tem fotos de várias pessoas que não foram consultadas a respeito. Até fui atrás de regras para isso na blogosfera materna, mas não encontrei nada ... alguém tem algo para indicar? Fiz também uma consulta domiciliar sobre o que era conveniente de ser divulgado... Bom senso né?! ... Acho que isso é o básico para esse mundo virtual! Será que a gente consegue? 
        Ah, originalidade nunca foi um ponto forte por aqui, juro que tentei pensar em outro nome mais interessante, diferente. Mas acho que acima de tudo, todas as coisas precisam fazer sentido... então sejam bem vindos ao 
ExpoMaterna

 

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